UMA ANÁLISE SOBRE O MODELO APAC NO CONTEXTO DO SISTEMA PRISIONAL MINEIRO
DOI:
https://doi.org/10.70365/2764-0779.2026.196Palavras-chave:
APAC; Sistema Prisional; Ressocialização; Reincidência Criminal; Indicadores; Abordagem H umanitária.Resumo
O presente artigo analisa comparativamente os resultados do método das Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (APACs) em relação ao sistema prisional convencional de Minas Gerais, com foco nas taxas de reentrada no sistema em 2023. Fundamentado em dados do Sistema Integrado de Gestão Prisional (SIGPRI/DEPEN-MG), o estudo identifica diferença expressiva entre os dois modelos: enquanto 47,7% dos egressos do sistema penitenciário tradicional retornaram à prisão, apenas 0,63% dos egressos das APACs reincidiram no mesmo período. A partir de revisão teórica sobre penas, reincidência e o processo de acumulação de desvantagens, discute-se a centralidade do método APAC como alternativa humanitária, disciplinar e corresponsável, sustentada por seus 12 Elementos Essenciais. O artigo também problematiza críticas recorrentes, especialmente a seletividade no ingresso, a rigidez disciplinar e a falta de transparência metodológica na divulgação de indicadores oficiais. Conclui-se que, embora o modelo apresente resultados significativamente superiores ao sistema tradicional, sua eficácia depende de condições institucionais específicas, demandando cautela na generalização de seus resultados e aprofundamento de análises empíricas futuras.
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